Precificar é onde a maioria dos iniciantes trava: cobra pouco por insegurança, atrai cliente problemático e conclui — errado — que "não vale a pena".
Este guia traz as faixas reais praticadas no Brasil, a lógica por trás delas e como apresentar o preço de um jeito que o cliente entenda o valor.
| Tipo de projeto | Faixa para iniciantes | Faixa com portfólio |
|---|---|---|
| Landing page / one page | R$ 400 a R$ 600 | R$ 700 a R$ 1.200 |
| Site institucional (4-6 seções) | R$ 700 a R$ 1.000 | R$ 1.200 a R$ 2.500 |
| Site + blog + páginas por cidade | R$ 1.000 a R$ 1.500 | R$ 2.000 a R$ 4.000 |
| Manutenção mensal (hospedagem + ajustes) | R$ 40 a R$ 80/mês | R$ 80 a R$ 200/mês |
| Artigo de blog avulso | R$ 50 a R$ 100 | R$ 120 a R$ 300 |
A lógica por trás do preço
O cliente não paga pelas suas horas — paga pelo resultado: aparecer no Google, passar profissionalismo, receber contatos pelo WhatsApp. Por isso, o fato de a IA acelerar o seu processo não obriga você a cobrar menos: o valor entregue é o mesmo (ou maior, pela qualidade e rapidez).
Três fatores movem o preço dentro das faixas:
- Escopo: número de seções, páginas extras, formulários, blog.
- Conteúdo: quem escreve os textos e trata as imagens? Se for você, cobre por isso.
- Urgência e responsabilidade: prazo apertado e projetos de maior visibilidade justificam valor maior.
Como apresentar o preço (sem tremer)
- Sempre em proposta escrita, nem que seja um PDF de uma página: escopo, prazo, valor, formas de pagamento e o que NÃO está incluso.
- Ofereça 2 opções (ex.: one page R$ 600 / completo R$ 1.100): o cliente compara entre as suas opções, não entre você e o concorrente.
- 50% para iniciar, 50% na entrega — o padrão do mercado que protege os dois lados.
- Inclua o recorrente na conversa: "e por R$ 60/mês eu cuido da hospedagem, pequenas alterações e mantenho tudo no ar". É o item que constrói sua renda estável.
Nunca diga o preço antes de entender o escopo. 'Quanto custa um site?' se responde com 'depende do que o seu negócio precisa — me conta rapidinho como funciona hoje?'. A conversa qualifica o cliente e sustenta o valor.
Os 4 erros clássicos de precificação
- Cobrar R$ 150 'para pegar experiência': cliente que paga muito pouco exige muito mais — e você aprende menos do que atendendo bem um projeto digno.
- Não cobrar o conteúdo: escrever textos e tratar 20 fotos é trabalho; precifique.
- Ajustes ilimitados: defina 2 rodadas de ajustes na proposta; a partir daí, hora técnica.
- Esquecer os custos: domínio, hospedagem e suas ferramentas entram na conta do recorrente (veja os custos reais).
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